A coligação “Eu Quero o Bem de Patos” decidiu apostar no
risco e manteve a candidatura de Beia Savassi até que um último recurso seja
julgado no Tribunal Superior Eleitoral – TSE em Brasília. No programa eleitoral
da noite dessa sexta-feira (24), a candidata a reeleição disse que está
confiante em reverter o resultado, mesmo tendo perdido por seis a zero no TRE.
Com o indeferimento da candidatura pelo Tribunal Regional
Eleitoral, a coligação “Eu Quero o Bem de Patos” tinha a opção de substituir
Beia Savassi por outro candidato ou de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral
e tentar reverter o resultado desfavorável do TRE. Os assessores de Béia
Savassi decidiram pela segunda opção.
O desafio da assessoria jurídica da coligação será provar
que Béia Savassi se desincompatibilizou do cargo de Superintendente da Rádio
Clube de Patos no prazo estabelecido pela legislação eleitoral, que é de seis
meses. Os documentos apresentados na denúncia mostram a prefeita como titular
do cargo, o que é proibido pela legislação.
Entenda o caso
A coligação “O Poder do Povo” do candidato a prefeito Pedro
Lucas Rodrigues acionou a Justiça com a afirmação de que Béia Savassi não
estava apta a disputar as eleições por não ter se desincompatibilizado do cargo
de Superintendente da Rádio Clube com antecedência de seis meses, como
determina a lei. O Ministério Público analisou a documentação e o promotor
Paulo César de Freitas deu parecer pelo indeferimento da candidatura de Béia
Savassi.
A Justiça Eleitoral em Patos de Minas entendeu que, como
candidata à reeleição, a prova de desincompatibilização do cargo na emissora,
era apenas um por menor e deferiu a candidatura de Béia Savassi. A coligação “O
Poder do Povo” e o próprio Ministério Público recorreram ao Tribunal Regional
Eleitoral em Belo Horizonte. O resultado saiu na noite de quinta-feira (23).
Por unanimidade, os seis desembargadores do Tribunal
Regional Eleitoral (TRE) decidiram pelo indeferimento da candidatura de Béia
Savassi. De acordo com o promotor Paulo César de Freitas o resultado já era esperado,
tendo em vista que os documentos apresentados pela defesa não comprovaram em
nenhum momento que a candidata havia se desincompatibilizado do cargo. Ele
informou que a intenção da lei com a proibição é oferecer condições de
igualdade entre os candidatos e garantir a moralidade nas eleições.
Nenhum comentário:
Postar um comentário