sábado, 16 de junho de 2012

PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL.


O carvão vegetal em Minas Gerais ocupa posição estratégica na matriz energética
nacional, pela destacada contribuição do Estado no setor siderúrgico para a
produção de ferro e aço. Por quase 500 anos a lenha, biomassa primária, foi a
fonte de energia do Brasil e, em 1941, a madeira respondia por 75% do total da
energia consumida. Mesmo havendo um decréscimo da participação da madeira
na matriz energética, em termos quantitativos, o consumo tem aumentado,
mostrando que existe um mercado cativo para a utilização da biomassa como
fonte de energia. O Brasil detém hoje a melhor tecnologia do mundo para
implantação, manejo e exploração de florestas plantadas. Minas Gerais, além de
possuir a maior área de florestas plantadas, é também o maior consumidor de
carvão vegetal do Brasil, concentrado nos seus polos siderúrgicos.
Ante a demanda do governo estadual no atendimento ao setor produtivo,
sustentável do agronegócio no Estado, este Boletim Técnico apresenta um estudo
parcial do projeto coordenado pela EPAMIG sobre a “Estrutura e a dinâmica das
cadeias produtivas no Complexo Agroindustrial de Florestas Plantadas em Minas
Gerais - CAIFP-MG”, o qual engloba, além de outros setores da cadeia florestal,
o setor de carvão e o de lenha. Sua necessidade dá-se em função da importância
do CAIFP para o Estado, para a sociedade e para o meio ambiente. Este trabalho
é fruto das parcerias entre EPAMIG, Universidade Federal de Viçosa (UFV),
Universidade Federal de Lavras (Ufla), Fundação João Pinheiro (FJP), Secretária
de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG)
e Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais
(Sects-MG).
                                                                                    Baldonedo Arthur Napoleão
                                                                                    Presidente da EPAMIG

A produção de carvão clandestino no Brasil é uma das formas de trabalho escravo, que ainda existe em nosso País. Por estar em área de pouco acesso, os proprietários de carvoarias exploram os trabalhadores praticando um tipo de escravidão moderno. O trabalhador executa suas tarefas com excesso de horas trabalhadas, morando na própria carvoaria, dormindo em camas improvisadas e no final do mês quando vai receber seus salários, tem um conta que lhe é apresentada que nunca será paga. O que come, o que veste, a moradia e outras despesas "inventadas" pelo patrão, estão dando saldo negativo e ele, trabalhador, vai ficando, ficando, até que alguém o encontra e denuncia ao Ministério do Trabalho.

Em João Pinheiro isso já não acontece mais, pois há uma fiscalização rigorosa por parte do Ministério do Trabalho. Outra coisa que não acontece aqui é a queima de madeira nativa. Hoje o carvão é produzido através de madeiras cultivadas, principalmente o eucalipto, muito comum em nossa região.

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