sexta-feira, 15 de junho de 2012

UBERLÂNDIA - A MAIOR CIDADE DO INTERIOR DE MINAS.




A atualização do Censo 2010 divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) devolveu a Uberlândia o posto de segunda maior cidade de Minas Gerais. De acordo com os novos dados, o município tem 604.013 habitantes, 3.728 a mais do que o resultado anterior, divulgado em novembro.
No fim do ano passado, os números apresentados pelo Censo colocavam a cidade de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, como a segunda maior do Estado, com 603.048 habitantes. A população deste município também aumentou com a revisão, mas ficou na casa dos 603.442, na terceira colocação. “É um fator positivo para Uberlândia [ser o segundo maior município do Estado], dá bom destaque. Aumenta a possibilidade de se trazer investimentos para a cidade”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Sérgio Ferreira.
De acordo com o Censo, o crescimento de Uberlândia desde 2000, quando a cidade tinha 501.214 habitantes, foi de 20,5%, sendo maior que o crescimento de Minas Gerais no período, com 9,68%, e do Brasil, com 12,48%. As mulheres correspondem à maior parte dos cidadãos uberlandenses, sendo 51,17% da população, 309.099 no total, contra 294.914 homens, ou 48,82%.
Para cada 100 mulheres, existem 95 homens na cidade, projeção próxima à realidade estadual e nacional, em que a razão é de 96 homens para 100 mulheres.

Menos crianças e mais idosos

Segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que atualizou o Censo de 2010, nascem menos crianças em Uberlândia do que há dez anos. No ano passado, existiam 39.206 crianças de até 4 anos, contra 41.370 registradas há uma década. Por outro lado, aumentou em 64% o número de idosos no município. A cidade conta hoje com 61.674 pessoas com mais de 60 anos contra 37.614 registradas anteriormente.
A realidade de Uberlândia vai ao encontro com a do país. Segundo o IBGE, a população com 65 anos ou mais passou de 5,7%, em 2000, para 7,4%, enquanto a porcentagem de crianças até 4 anos caiu de 4,9% e 4,7% para 3,7% e 3,6%, números referentes a meninos e meninas, respectivamente.

Dados refletem melhoria da qualidade de vida

Segundo a professora de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Beatriz Ribeiro Soares, os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que mostram o aumento de idosos no país e também a diminuição do nascimento de crianças, refletem a melhoria de qualidade de vida, bem como o perfil urbano do brasileiro.
CORREIO: Por que estão nascendo menos crianças?
Beatriz: Há a questão da inserção da mulher no mercado de trabalho, que hoje sai de casa para trabalhar. O filho na cidade também é muito ‘caro’, para mantê-lo é complicado. São algumas questões econômicas que levaram a essa redução.
Por que a população brasileira envelhece mais?
A taxa de mortalidade reduziu muito, em função do avanço da medicina, das vacinas, da alimentação, da qualidade de vida da população; todos esses fatores fazem com que a população viva mais. A educação também influencia, já que a redução da taxa de analfabetismo também ajuda no aumento da expectativa de vida. As pessoas que têm acesso a uma educação sabem que uma vacina será boa para ela.
Com o envelhecimento da população, o que o Brasil precisa fazer para conseguir atender bem a esse contingente de idosos que serão uma parcela significativa no futuro?
Eu acho que tem de investir em políticas públicas de assistência aos idosos: atendimento médico, criação de casas de assistência e de apoio aos idosos. O Sistema Único de Saúde (SUS) já faz uma grande coisa em oferecer remédios para diabetes e outras doenças, tudo é de graça. Tem de construir centros para idosos, onde se tem lazer, atividades, pois há uma solidão muito grande na velhice. Basicamente, é investir na reinserção do idoso na sociedade.



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